SOU FUNCIONÁRIO DA MINHA PRÓPRIA EMPRESA?

SOU FUNCIONÁRIO DA MINHA PRÓPRIA EMPRESA?

A pessoa trabalha anos a fio, com excelência. Estuda, se dedica, muda de empresa, cresce na carreira, acumula capital.

Torna-se um profissional reconhecido e respeitado. Até que chega um ponto que ele não quer mais “trabalhar para os outros”. Quer ter seu próprio negócio. Realizar o sonho de ser seu próprio chefe.

Pede demissão e com a experiência e capital acumulados decide abrir o seu próprio negócio.

Contudo, o que era sonho começa a se transformar em pesadelo.

Os clientes não aparecem. As vendas não acontecem.  A conta não fecha.

O repertório de justificativas é vasto: mercado em recessão, produto ou serviço com baixo valor agregado, concorrência acirrada, etc.

Porém, um dos motivos mais comuns para a derrocada de empresas (e que poucos se dão conta) é que seus donos continuam pensando como funcionário.

São os chamados “funcionários da própria empresa”, ou “auto-empregados”. Eles mudam de patamar, mas continuam pensando como empregados. Nessa “crise de identidade funcional”, acabam acumulando atividades, se sobrecarregando, sendo chefes e funcionários ao mesmo tempo.

Em vez de focarem seu tempo na estratégia, na inteligência do negócio, investem todos os seus esforços na execução, na parte operacional, como se habitou a fazer durante toda a sua carreira.

Abrir um negócio, ser dono de uma empresa, vai muito além de ter conhecimento técnico, experiência e ser um bom profissional.

Um empresário precisa de muitas outras habilidades, ele precisa ter “espírito de dono”, analisar os aspectos macros do mercado, estudar tendências e buscar saídas estratégicas para revigorar o negócio.

Os “auto-empregados” não “mudaram a chavinha”, não mudaram a postura de funcionário para postura de dono.

Porém, a saída desse labirinto pode estar ao alcance de todos. Basta tomar algumas ações capazes de reduzir a dependência que a empresa tem de você na solução de pequenas coisas, de modo a funcionar sozinha e liberar seu tempo para desenvolver sua capacidade de gestão, se concentrando nas grandes questões do negócio.

Foco no estratégico

O primeiro passo é fazer uma profunda reflexão sobre como você passa seu dia e sua semana de trabalho. Analise todas as tarefas que costumam ocupar seu tempo e se pergunte se todas elas são coisas com que um gestor empreendedor deveria estar executando.

É a partir daí que você vai começar a visualizar quais você deveria estar delegando para outras pessoas e quais são, realmente, de sua competência. Ou seja, foco total na estratégia do negócio.

Em seguida, precisa iniciar um processo de descentralização. Isso começa com a contratação de pessoas capacitadas e responsáveis, nas quais você possa confiar. Mas é preciso dar autonomia a elas e deixar claro que só as questões realmente importantes devem chegar até você.

Descentralize

A centralização de decisões faz parte do começo de qualquer atividade, pois no início o empresário precisa cuidar de todos os detalhes da operação. Um dos problemas mais comuns nesse sentido é o excesso de centralização presente na personalidade de alguns empresários. O desejo de interferir em todos os detalhes de cada decisão e a relutância em delegar parte de suas atribuições é uma das principais causas que geram o empreendedor auto-empregado.

Por esse motivo é necessário descentralizar, principalmente as atividades operacionais mais simples, que podem ser executadas por outras pessoas, parceiros ou até mesmo por softwares e outros tipos de ferramentas.

É preciso lembrar que descentralizar não significa deixar de controlar os negócios. A diferença é que, a partir de agora, você irá se concentrar apenas em situações e dados estratégicos.

Automatize

Iniciar uma ação para otimização e automatização de processos começa com um bom mapeamento. É preciso conhecer em profundidade todas as etapas e tarefas executadas, do início ao fim, para que seus clientes recebam o produto ou serviço que você produz. É essa compreensão geral do mecanismo que vai permitir localizar gargalos e as principais fontes de problemas.

A partir de então, inicia-se o planejamento, o redesenho e a implementação de novos e melhores processos. Nesse momento, há sempre a possibilidade de enxugamento de tarefas, aumento na agilidade, redução de custo, ganhos de eficiência e de assertividade.

Isso pode representar um modo definitivo de escapar da teia de problemas que consome seu tempo e impede de atuar com foco na estratégia e no crescimento do negócio.

E se você quiser tirar dúvidas sobre questões contábeis e financeiras do seu negócios, entre em contato conosco por um dos canais abaixo.

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